Acaricio os lençóis, abraço os travesseiros. Lembro do gosto do teu beijo, sinto o teu cheiro.
Um universo inteiro em minha cama, lugar onde fazes-me tua ama; onde contas-me histórias, sorris, entras em mim, sais de ti.
Escondidos entre as luas de Júpiter, desistir de ser para se encontrar, para se perder.
Pegamos o caminho mais escuro; daqui não se veem os anéis de Saturno.
Será que já passamos de Urano? O quão longe nos vai levar esse encontro?
Secas a minha boca mais que os desertos de Marte, por não sanar a minha vontade de te ter sempre aqui.
Levas-me aos céus, tiras-me a terra e, como uma fera, matas a mortal que em mim havia
para revelar uma deusa, Vénus da beleza que habita em mim.
Nas tuas mãos, toda nua, entrego-me e sou tua, para, nesse caminho de estrelas escorrermos sem gravidade
e descobrir que nem só de leite é feita a Via Láctea, mas também do teu mel que me entregas com bondade.
Vem, corre para mim e reduz o infinito que nos separa. Invades-me a atmosfera e me desfaz em poeira.
Então viajo por entre as estrelas, descobrindo que o amor é de brincadeira
e somos só mais dois astros lançados à sorte no espaço de um universo intergalactico.
terça-feira, 21 de abril de 2026
Cedo de manhã
domingo, 19 de abril de 2026
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