sábado, 28 de dezembro de 2024
Presente
quarta-feira, 25 de dezembro de 2024
Celulose, tinta e linha
Eu juro!
Risco aqui todos os demônios que me consomem para que eles fiquem presos por toda a eternidade entre celulose, tinta e linha.
E que assim eu não esqueça, para fazer de tudo isso aprendizado e aos próximos enviados que serão todos selados e nunda mais liberados.
Fica assim o meu recado dado.
Farão todos parte do meu passado e nada mais.
Cristais de agonia
- Pra quê? Chorar não vai mudar nada! Vai ser só mais uma desidrataçãozinha desnecessária.
Daí a garganta aperta, o peito enrijece, o fôlego sufoca, a boca seca. Nada disso relaxa a pressão nos olhos, já que elas não vão sair.
Incontidas desesperadas elas petrificam e escorrem em minha alma, como cristais saem arranhando, abrindo feridas que sangram quente e consomem a gente.
Tão sofridas e mal amadas são as lagrimas não choradas.
terça-feira, 24 de dezembro de 2024
Fome
sexta-feira, 20 de dezembro de 2024
Como chama esse sentimento?
Mistério? Não há!
Desafio? Do quê!? Já não tive o suficiente?
Como chama esse sentimento?
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
Sonho meu
de alguns de teus traumas,
de alegrias e amores,
alguma paixão,
que ainda sobre espaço ai dentro do teu coração,
pra eu fazer parte da tua vida, te dar alegria, poder cuidar-te.
Ver-te dormir,
e até mesmo acordar...
Babada, descabelada, sem toda a beleza que queres mostrar.
Mas com toda a beleza que consigo ver.
Ah, o tanto que quis te ter.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
Ecos aqui dentro
Por que ainda procuro o teu olhar?
Por que ainda me faltam os teus braços?
Por que busco a memória de dias felizes que nem realmente existiram?
Por que necessito tanto assim da tua atenção? Da tua aprovação?
A verdadeira pergunta dentro de mim, é:
Por que a distância? A indiferença?
Por que ando ainda em círculos em volta de um poço seco que ecoa sem respostas?
Estarei eu tentando fugir da realidade acreditando que o sonho pode ser mais bonito?
quarta-feira, 6 de novembro de 2024
Como um sopro (ou plutôt um espirro)
Condenado
de ser feliz se estou contido
a distante do teu sorriso vagar meus dias perdido?
Se por todas as vida ei passado,
para enfim encontrar em seus braços,
um outro homem a quem tens amado.
Esse por quem juras lealdade.
Em troca quis tu me propor amizade.
Como poderia eu aceitar tal penalidade,
de nao poder viver ao teu lado?
sábado, 29 de junho de 2024
Confissão
Quando as luzes se vão e as estrelas no céu são as únicas testemunhas do nosso amor, tudo aquilo que é doce e intenso se desfaz ao nascer do sol.
É um novo dia.
O meu amor acabou?
O que sobrou de nós? Nada.
Só a lua para nos lembrar, toda noite antes de deitar ou um fantasma no meio da madrugada.
Meu egoísmo insano para nos consumir, e a culpa de saber que eu escolhi ter você.
Em troca do quê? À troco do quê? Eu te sacrifiquei pelo meu bel-prazer. Eu só queria te ter.
Nunca foi nobre, muito longe do puro; beira o absurdo. Te ter, te querer.
A inveja do altruísta que conseguiria, com tanta euforia, decidir o correto.
É mais do que certo que tudo vivido não foi tempo perdido, mas o que há de bonito não dá para se ver.
Sua dor e apatia só provam que a fantasia de longo tempo existia apenas para nos proteger.
Nem o brilho dos olhos, ou o calor do teu corpo, teu mel em minha boca, serão esquecidos.
Ainda assim, teus carinhos, teu lindo sorriso e os fortes abraços que me foram dados com tanta inocência não foram suficientes para essa cobra voraz, gigante e faminta que é o meu desejo.
Apartai-me o medo. Medo de um dia te perder.