Piscaste para mim, eu vi.
Ignorei? Certamente!
Não podia assumir que me apaixonei tão repentinamente.
Baixei a guarda, baixei as armas,
te deixei entrar.
Já viste que bagunça fizeste?
E fizeste de propósito.
Sabias que serias amado,
sabias que eu queria te amar.
Só não sabias que tu já me amavas primeiro
e que por mim irias lutar,
irias sofrer,
eu ia ceder,
todos iriam chorar.
Foi duro para mim, foi duro para ti,
mas agora já tá.
Teu olhar diz tudo,
Tua boca, quase nada,
mas entre nós não precisam palavras.
Não é amor de piedade,
aqui só há amor de verdade.
O que tanto escrevo
em meu bloco de notas
domingo, 3 de maio de 2026
Corei
terça-feira, 21 de abril de 2026
Cedo de manhã
Acaricio os lençóis, abraço os travesseiros. Lembro do gosto do teu beijo, sinto o teu cheiro.
Um universo inteiro em minha cama, lugar onde fazes-me tua ama; onde contas-me histórias, sorris, entras em mim, sais de ti.
Escondidos entre as luas de Júpiter, desistir de ser para se encontrar, para se perder.
Pegamos o caminho mais escuro; daqui não se veem os anéis de Saturno.
Será que já passamos de Urano? O quão longe nos vai levar esse encontro?
Secas a minha boca mais que os desertos de Marte, por não sanar a minha vontade de te ter sempre aqui.
Levas-me aos céus, tiras-me a terra e, como uma fera, matas a mortal que em mim havia
para revelar uma deusa, Vénus da beleza que habita em mim.
Nas tuas mãos, toda nua, entrego-me e sou tua, para, nesse caminho de estrelas escorrermos sem gravidade
e descobrir que nem só de leite é feita a Via Láctea, mas também do teu mel que me entregas com bondade.
Vem, corre para mim e reduz o infinito que nos separa. Invades-me a atmosfera e me desfaz em poeira.
Então viajo por entre as estrelas, descobrindo que o amor é de brincadeira
e somos só mais dois astros lançados à sorte no espaço de um universo intergalactico.
domingo, 19 de abril de 2026
quarta-feira, 1 de janeiro de 2025
Dívidas
Falar o que eu sinto, desembuchar logo um caminho, organizar o nosso ninho para em fim poder te amar.
Mas parece tão distante, sempre que eu não fiz o bastante para ter o nosso instante de eu poder te apreciar.
Como dama insolente te recusas a ir ao batente onde eu incansavelmente volto sempre a te esperar.
sábado, 28 de dezembro de 2024
Presente
quarta-feira, 25 de dezembro de 2024
Celulose, tinta e linha
Eu juro!
Risco aqui todos os demônios que me consomem para que eles fiquem presos por toda a eternidade entre celulose, tinta e linha.
E que assim eu não esqueça, para fazer de tudo isso aprendizado e aos próximos enviados que serão todos selados e nunda mais liberados.
Fica assim o meu recado dado.
Farão todos parte do meu passado e nada mais.
Cristais de agonia
- Pra quê? Chorar não vai mudar nada! Vai ser só mais uma desidrataçãozinha desnecessária.
Daí a garganta aperta, o peito enrijece, o fôlego sufoca, a boca seca. Nada disso relaxa a pressão nos olhos, já que elas não vão sair.
Incontidas desesperadas elas petrificam e escorrem em minha alma, como cristais saem arranhando, abrindo feridas que sangram quente e consomem a gente.
Tão sofridas e mal amadas são as lagrimas não choradas.